Minha história de amor - Juliana & Renato

>> terça-feira, 25 de agosto de 2009

Minha história ficou longa....mas é porque mimi jujú sou muito detalhista. Tenham fé e nada de preguiça de ir até o fim do post.

Onde nos conhecemos:

Eu e maridôncio nos conhecemos em 10/05/03 em uma balada aqui de São Paulo chamada “Infarta Madalena”, era um sábado e estava muito frio. Balada essa considerada tosca por mim porque odeio “putz-putz”, fui para nela por mero acaso, pois era niver de uma amiga de uma amiga que tinha ido no meu niver e eu resolvi retribuir a presença dela. No início da balada já dei de cara com maridôncio, lá longe dançando com os amigos e olhando pra mim. Ele deu “moral” pra mim de cara, eu estava meio na dúvida se retribuía ou não porque eu tinha um suposto namorado na época, pois é gente, isso ninguém sabia. Mas não considero uma traição, longa história...deixemos isso pra lá. Mas eu fiquei muito atraída por marido, ele era o homem dos meus sonhos (juro eu tinha o homem dos meus sonhos na cabeça, nunca tinha visualizado o rosto dele, mas fisicamente os dois eram iguais). Marido sumiu da pista e eu interessada que estava resolvi dar uma volta na balada e fui atrás dele, encontrei com ele em um corredor e ele retribuiu aos meus olhares e voltou para falar comigo. Ficamos um tempão conversando, a minha amiga que estava comigo desistiu e nos deixou a sós. Naquele dia marido prometeu me levar no bilhar (naquela época eu era viciada em jogar bilhar, e jogava muito bem por sinal), a me levar em um bar caribenho (promessa nunca cumprida) e me levar ao apê dele na praia. Pra cada promessa que ele fazia eu pensava: Tá bom, vc e metade da torcida do flamengo me prometeram coisas e nunca cumpriram. Ficamos juntos, ele pegou meu tel, eu o dele e claro, ele ficou de me ligar.

1° encontro

Na segunda-feira seguinte ele me ligou e passamos horas no tel, e ele seguiu me ligando durante toda a semana. Nosso 1° encontro rolou num boteco, numa sexta-feira, eu estava super mal da garganta, sem voz e ele levou um amigo junto. Marido começava aí a mostrar que não era um homem como os outros. Depois do nosso encontro ele me levou em casa e viajou para um sítio.

Encontros seguintes

Depois desse encontro passamos a sair todos os fins de semana e nunca mais nos desgrudamos. Eu me segurei para não me apaixonar, mas ele era tão carinho que não demorou muito para que isso acontecesse. Aquele homem me intrigava e muito. Marido sempre foi meio “bruto”, nada galanteador (daquele tipo que abre a porta do carro para a mulher entrar, dá flores, se oferece para pagar a conta do bar...àquelas coisas que todo homem xavequeiro faz para conseguir algo em troca). E apesar de ser meio “homem das cavernas” (vira e mexe eu o chamava assim), ele era carinhoso, atencioso e meigo.

O apelido

Por causa do seu jeito surgiu o apelido do marido: Bebê (completamente antagônico ao que ele demonstrava ser, ninguém nunca entendeu esse apelido que coloquei nele). A 1ª vez que o chamei assim achei que ele fosse zuar, mas nada, reagiu super bem. Esse apelido tem algumas variações: Bebezuco e Bêb’s (que é o que eu mais gosto) ou simplesmente . E pegou tanto que ele passou a me chamar assim também.


Coisas em comum

Como não poderia deixar de ser, começamos a achar coisas em comum rapidamente. Preferência musical, o fato de sermos botequeiros, o gosto por praia, sol, churrasco, viagem e claro a falta de “frescura”. Ele não buscava uma lady, coisa que nunca fui, e eu não buscava um homem que quisesse me mudar. Marido sempre gostou de mulheres altas, e eu raramente encontrava homens maiores (esse lance de altura é phoda).

Coisas que ele fez que fizeram meus olhos brilharem

No início marido fez algumas coisas que fizeram meu coração bater mais forte: A 1ª vez que o vi sem camisa, a 1ª vez que ele fez um jantar pra mim e quando ele me levou nos braços para cama porque eu estava dormindo no sofá.

Coisas que adiantaram casamento

Eu comecei a xavecar marido pro casamento acho que antes de um ano de namoro, mas marido racional que é sempre teve as contas prontas na cabeça de quanto precisávamos para nos casar. Eu sabia que aquele cara era o homem dos meus sonhos e que eu iria casar com ele mais dia menos dia, mas pra isso acontecer eu precisaria ganhar dinheiro. Hahahahaha. Ele me incentivou a entrar na faculdade, ele me ajudou a pagar minhas cervejas quando eu ganhava tão pouco que mal dava pra pagar a faculdade, ele me ajudou a mudar de emprego e assim o salário foi aumentando e o problema com as nossas mães também.

Nós sempre passamos os fins de semana juntos, hora na casa dele, hora na minha. E depois de 3 anos de namoro os problemas começaram. Como nós ficávamos mais na casa dele do que na minha, querida sogra folgada que era, mãe de 3 filhos homens, que nunca ensinou nenhum deles a arrumar a própria cama, um belo dia resolve pedir para eu arrumar a cama dos meus cunhados. A casa caiu, claro. Eu não falei nada, entrei no quarto, chamei marido, falei o que tinha acontecido e ele foi arrumar a cama dos irmãos. Minha sogra passou a tomar antipatia por mim, porque ela continuou pedindo pra eu fazer certas coisas que eu não admitia fazer (porque eu nunca fui a favor da forma como ela tratava os 3 filhos). Até que um dia ela veio grossamente falar comigo e pedir para eu não ligar mais na casa dela às 23 horas, coisa que eu e as outras duas namoradas sempre fazíamos por causa do horário da faculdade. Eu prontamente falei que tudo bem, sem discussão e não coloquei mais os pés na casa dela, isso era início de outubro de 2006. Marido passou a ficar na minha casa todos os fins de semana, e claro, minha mãe intolerante que era, não curtia muito aquilo e nós tivemos que começar a se coçar e adiantar os planos do casamento, marido que esperava eu ser efetivada pra casar comigo, começou a contar os centavos para adiantar o processo.

Eis que um belo dia marido me conta que falou para os pais que estava pensando em casar comigo, aquele ser que já não pisava mais na casa dele. Adivinham o que aconteceu, o pai dele disse que eu não sabia cozinhar e a mãe dele ficou com medo porque eu não gostava de cuidar da casa (coisa que ela nunca fez com a dela) e porque o único primo dele que tinha casado, estava separando naquela época, 3 meses depois do casamento.

Fomos em frente com a idéia, mas eu não comentei nada na minha casa e no dia 25/12 fui na casa de marido para o almoço de natal, cheguei lá e minha querida sogra tinha comprado um jogo de toalhas para o meu enxoval (????).

Os preparativos do casamento

Nós não tínhamos dinheiro para festa de casamento, para festa de noivado, para compra de móveis, para nada. Marido-racional disse que todo o dinheiro que tínhamos seria usado para a compra do apartamento e assim foi feito. Nos casamos em 6 meses depois de anunciado para minha família, papis queria fazer festa e sogra queria dar um monte de bungiganga. Unindo o útil ao agradável falei pra sogra: “ajuda minha mãe a pagar a festa ao invés de me dar o que vc disse que iria dar”, e assim foi feito. Tive várias dores de cabeça nesses 6 meses com os preparativos e com a sogra também, claro. Minha mãe tornou-se meu braço direito e esquerdo. Entre trancos e barrancos tudo foi marcado, fechado e pago.

O casório


O casamento aconteceu no dia 07/07/2007 (ta aí a razão da minha tatuagem), às 17 horas, na Capela de Santo Antônio, no Bairro da Vila Jaguara em São Paulo. Essa capela foi escolhida pela fato do Santo Antônio ser meu Santo de devoção, culpa da minha avó materna. Eu que achei que seria uma noiva “bruxa”, tive direito à dia da noiva, à buquê laranja (cor preferida), véu e bem-casados feito pela minha mãe, sapatos comprados no calçadão de Osasco por 30 mirréis, bijús compradas na 25 de março, aliança comprada na rua do ouro em São Paulo, alianças essas que custaram algo em torno de R$ 200,00 (já falei que marido é descendente de espanhol e tem um escorpião em cada bolso?), honda civic pra levar à igreja, carro esse dirigido por primo de marido, DJ para tocar músicas do Sidney Magal na minha festa, whisky dado por amiga, ganhei todos os móveis, eletroeletrônicos, louças de todos os tipos e até máquina de lavar pra pratos, pra quem estava escolhendo entre a mesa de jantar e o sofá porque não tinha dinheiro pra comprar os dois, ganhar tudo foi a glória. E com direito à lua de mel em Ilha Grande graças ao dinheiro da gravata.

Meu casamento, pra mim, foi a glória e a demonstração de amor que todos os nossos amigos e parentes possuem por nós. Sem eles não teríamos conseguido realizar metade dos nossos desejos.


Agora é a hora das história de vocês. Já recebi alguns e-mails e em breve começo a colocar as histórias de vocês, mas ainda faltam muitas meninas se protificarem a contar a história delas aqui. Nada de vergonha, heim??!!

12 comentários:

Isadhora 25 Agosto, 2009 23:07  

Nooooossa!!!
Que coisa linda!!!
Adoreiiii...
(principalmente a parte da sogra! é isso aí!!! nao pode baixar a guarda que senao, já era!)

Quando eu tiver um tempinho, te conto a minha...

Ana Pretti 26 Agosto, 2009 08:25  

Juuuu, queria tantoooo escrever minha história de amoreeeee, mas sou péssima pra escrever essas coisas, e outras tbm kkkkk

Amei a sua, linda!!!

E agora? A sogra melhorou???

Beijos!!!

Michelle Telles 26 Agosto, 2009 09:11  

Adorei juuuuuuu!!!!agora entendi o pq da tatuagem...e parabens pela grande historia de amor e que venha a continuação né...bjussss

Roberta 26 Agosto, 2009 10:53  

Que lindo...vou mandar a nossa tb...vou escrevendo...e um dia mando! :)
Nem é longa assim... mas tempo é complicado..
bjs.

Casamento feliz 26 Agosto, 2009 13:04  

amei a sua história de amor Ju

Beijokas

Barbie Girl 26 Agosto, 2009 15:56  

Parabéns sua história é um sucesso!

Que vcs tenham sempre muito amor um pelo outro e vivam cercado por ele!!

beijos

Thati Durisse 26 Agosto, 2009 17:29  

Lindaaaa!!!
Amei sua história,nossa to aqui pensando como escrever a minha... mais essa sua idéia foi maravilhosa pq me fez lembrar de fatos e detalhes (bons e ruins) que passamso ate aqui.

Raída Fernanda 27 Agosto, 2009 16:52  

Amoreee te enviei novamente, viu?? rsrs

Bjuus.

Re 27 Agosto, 2009 17:01  

Juuu, adorei a historia, que linda..alias, historias assim sao sempre tao legais, ne? Quero participar tb, como faço? Bjs

Taty 27 Agosto, 2009 18:16  

Juuuu, que história linda...
Me identifiquei muito na parte da sogra, nossa, parecia que eu estava lendo a minha história contada por vc...rs.
Adorei a forma como vc escreveu.
Felicidades pra vcs.
Um beijo!!

Ana 28 Agosto, 2009 18:04  

ADOREI a história de vcs, Jú!
e isso de todo mundo ter ajudado, realmente foi uma enorme demonstração de carinho. :D

dona perfeitinha 28 Agosto, 2009 22:21  

Que coisa mais linda, Jú!
Que história mais gostosa de se ler.
Gostei de tudo. Da forma correta que agiu em todos os momentos ´pesados´, de como soube contornar e hoje todos estão felizes.

Por favor, sejam um casal feliz acima de tudo porque é isso que importa, né?

Você foi uma noiva deslumbrante! Você acredita que eu não tenho essa foto tradicionalíssima do carro? Meu fotógrafo era horrível e quando foi tirar essa, descobriu que estava sem o flash e foi buscar, mas não voltou mais...

Beijos,
Talita.

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