O 2º Encontro – Capítulo 3

>> terça-feira, 21 de outubro de 2008

Passamos a semana inteira sem nos ver, mas a conversa ao telefone rolou durante toda a semana. E na sexta ele me chamou para ir a um churrasco no sábado à tarde. Topei e mesmo que não quisesse toparia, pois nunca fui de negar festa, e no sábado à tarde conforme combinado ele foi me buscar no trabalho. O churrasco seguiu até umas 8 da noite e como estava agradável ficarmos juntos, resolvemos continuar em outro lugar.

Passamos na casa dele para que ele pudesse tomar um banho e trocar de roupa. E essa parte foi muito engraçada, pois eu jurava que ele tinha dito que morava sozinho, então eu não estava querendo ir até a casa dele. Mas reuni forças e fui. Ao chegar lá minha surpresa, estava “a torcida inteira do flamengo lá”, quero dizer: estavam pai, mãe, irmãos, cachorro, vô...só faltou o papagaio. Fiquei com aquela cara de...er...vergonha. Mas como nunca fui muito tímida, estufei o peito e agi com a maior naturalidade do mundo. Os pais dele estavam jogando dominó com o vô, e ao chegar na cozinha pra beber água, a mãe dele me deu uma olhada de megera. Fiquei com meda...mas fingi que não vi.

Eu consegui ficar tão a vontade, mas tão a vontade, que acabei cochilando no sofá. Putz, que mico!!! Claro que eu estava sentada, para uma primeira ida a uma casa desconhecida, eu não tinha intimidade suficiente para deitar no sofá de cara. E essa cena foi engraçada, pois estava cochilando e só notei o pai dele passando pela sala e falando: “Ih, dormiu!!” Depois dessa, aí que eu não queria mais abrir o olho mesmo.

Depois dessa cena esdrúxula, onde fui a protagonista, o Re me chamou para sairmos. E conforme prometido no xaveco da balada fomos jogar bilhar. Foi muito gostoso, apesar de estar cansada e nem aguentar beber mais. Brincamos, demos risadas e rolou um cena que só de lembrar me arrepia os pelinhos das costas: “Estava eu linda e loira mostrando todo o meu potencial de snookeira, tentando fazer uma tacada de mestre para terminar de conquistar O Gato, praticamente deitada sobre a mesa de bilhar tentando encaçapar uma bola quando o de repente, o menino simplesmente se deita sobre mim e me lasca um beijo no pescoço. Afêeeee, assim não tem santa que aguente. Tive que manter a postura e a compostura e fingir que aquilo não tinha abalado a moiçola aqui. Juro que nesse momento a minha vontade era rasgar a roupa e me jogar em cima dele, mas eu já tinha classe naquela época”. Após a cena acima citada, jogamos mais um pouco e fomos embora.

Ele estava me levando embora e rolou a seguinte frase, ou pedido (só não lembro quem falou se ele ou eu): “Ainda queria ficar com vc!!” Nessa hora lembro que tremi...e aí ele disse que ia me levar pra um lugar. Pronto, aí que tremi mesmo, tremi e gelei. Minha razão me mandava parar tudo e ir pra casa, mas a emoção me mandava deixar as coisas rolarem. Como eu sempre fui mais emoção do que razão deixei as coisas rolarem.

Vale ressaltar que depois de 2 semanas nos falando e 3 encontro eu já estava totalmente na desse menino. Nessa hora eu agia com a razão e não deixava meus sentimentos vir à tona, então me controlava bastante. Mas que esse menino já tinha um espaço reservado na minha vida, ah isso tinha.

O Renato sempre me surpreendeu com suas atitudes, desde o dia que nos conhecemos, e dessa vez não foi diferente. Eu estava crente que o Renato me levaria para aquele lugar onde as pessoas vão para fazer “coisas” (uma amiga minha utilizava a palavra coisas para sexo) e para o meu alívio ele não me levou – vale dizer que não era...er...que eu não queria ficar com ele, eu apenas não queria ir pra este tipo de lugar, pois as coisas assim ficam muito na cara e definitivamente isso não combina comigo. E o Renato mais uma vez me surpreendeu, ele me levou para um condomínio fechado que tinha uma praça e lugar para estacionar o carro. E lá ficamos conversando...conversando...e namorando. Digo que foi tudo muito lindo, aquele menino realmente era um fofo. Neste dia, nesta hora eu me apaixonei por ele, ali já não dava para esconder mais nada, não tinha mais como segurar o sentimento e fingir que era um “tanto faz como tanto fez”. Lembro de ter dito para ele que estava ficando apaixonadinha, ele me mandou ir com calma porque cada coisa tinha sua hora. E realmente tinha, a nossa hora era aquela.

Ficamos por ali no namoro e na conversa, sem nenhuma interrupção externa por algumas horas e tivemos que ir embora para nossas casas por obrigação, pois a vontade era ficarmos ali para sempre.

Quando o Renato estava me levando embora, a nossa vontade ainda era de ficarmos juntos, então combinamos para uma sessão de filme na casa dele no dia seguinte. Assim ficou combinado e assim aconteceu.

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