Como tudo começou – Capítulo 1

>> terça-feira, 14 de outubro de 2008

Eu nunca falei como eu conheci meu marido, né? Então vou contar porque acho linda a forma como tudo aconteceu. Mas tem que ser em capítulos, pois acho a nossa história toda linda (suspeita eu???) e ao mesmo tempo pitoresca.

Eu sempre fui muito baladeira...butequeira...qualquer “eira” que envolvesse música, pessoas, bebida e muita diversão. Claro que nessas saídas noturnas conheci pessoas que me prometeram mundos e fundos, mas toda a promessa tinha prazo de validade e o prazo era até a hora de ir embora da balada.

Eis que um belo dia uma amiga me chamou para ir a uma balada comemorar o aniversário de uma amiga dela. Eu, pra ser sincera não estava muito a fim de ir porque não curtia o tipo da balada (era daquelas que tocava poperô...dance music...ou seja lá qual for o nome desse tipo de música). Pra ser sincera só fui para acompanhar minha amiga e porque essa amiga dela tinha ido ao meu niver. Então, lá fui eu pagar uma dívida.

Chegamos na balada acho que era quase 1 da matina, encontramos a amiga da minha amiga. Estava tocando Black e na época eu adorava esse tipo de música então me prontifiquei a dançar (coisa que nunca fui muito fã). Estou eu linda e loira dançando e eis que eu vejo um grupo de meninos laaaaaaa do outro lado da pista, e um deles chama a minha atenção. Chamou tanto que pra mim parecia que o menino estava de camiseta branca, de tanto que ele estava em destaque pra mim diante das outras pessoas (acho muito loco isso). Parecia que tinha um holofote em cima daquele menino, tipo os de teatro, manja?

Só que a tia Jú aquela época ainda sabia como lançar olhares sedutores para uma pessoa (hoje isso não ecxiste mais, só pra maridôncio). E eis que o menino-do-holofote veio em minha direção, pediu meu isqueiro emprestado e saiu. Claro que até ele sair foram trocados alguns olhares sedutores. E eu do tipo “To nem aí, to nem aí”.

Eis que o menino-do-holofote sumiu da pista, e eu que não sou besta nem nada, saí para pegar uma bebida e aproveitar e ver se via o menino. E a essas horas já tinha começado a tocar o bendito poperô e eu e minha amiga resolvemos que seria melhor encher a cara.

Pegamos uma bebida e paramos no corredor entre a parte da frente e a pista da balada. Mas era um corredor grande, tinha onde encostar, colocar o copo, cousa e tale...tale e cousa. Eis que estamos nós lá conversando e passa pelo corredor o menino-do-holofote. Claro que fiquei olhandinho (olhandinho = olhar um pouco) o menino passar. Quando de repente o menino simplesmente dá meia volta e vem falar comigo. Nussa, gelei (até hoje não lembro o que ele usou de xaveco para o primeiro aproach)!

Ele chegou numa boa e ficou conversando sobre mil e uma coisas comigo e minha amiga. O menino-do-holofote era bom de conversa. Até então eu não sabia exatamente qual era a dele, só que não mais que de repente, no meio da conversa o garoto me tira um isqueiro do bolso para acender um cigarro. Pronto, estava dado o sinal de que ele me queria (vocês se lembram que no começo da balada ele tinha ido pedir o isqueiro pra mim, né? Logo, se ele linha isqueiro, ele foi pedir o meu pura e simplesmente para chegar perto).

E a conversa foi rolando. Conversamos sobre bilhar, música, praia, trabalho, baladas...afê. Conversamos tanto que a minha amiga desistiu e me largou sozinha com o cara. E agente continuou conversando. Acho que ficamos mais de 1 hora naquele xaveco furado. Foi muito engraçado porque como eu já estava macaca-véia com os xavecos furados dos homens, eu estava decidida a não mais me encantar por alguém só por causa de uma boa conversa. Então ele ia falando, eu ia ouvindo e pensando (amham, tá bom que você vai me levar pra praia com você. E eu sou a Xuxa).

Se deixasse acho que ficaríamos alí por muito tempo conversando, pois o menino-do-holofote adora falar. Mas ainda bem que ele não perdeu o foco e lembrou que ele estava ali para outra coisa. E depois de muito blá blá blá o menino me pegou de jeito. Nussaaaaaaaaa, gentemmmm gamei no primeiro beijo. Na verdade eu já tinha gamado. Vou explicar o motivo: Eu sou uma mulher alta e sempre foi bastante complicado acho um homem do meu número e quando o menino-do-holofote chegou do meu lado para pedir o isqueiro eu pude notar que ele era do meu número em todos os aspectos, por isso dei uma de Juliana-sem-braço e fui “procurar” o menino na balada.

Bom, voltando ao foco. Ficamos juntos, beijamos, demos risada, ele jogou mais xaveco pra mim, trocamos telefone, ele foi atrás de mim na mesa onde estávamos enquanto eu achava que ele já tinha ido embora e no final jurou que ia me ligar no dia seguinte para fazermos alguma coisa. Claro que eu não acreditei. E ele realmente não me ligou no dia seguinte. Ele me ligou na segunda-feira, de manhã no trabalho.
Isso não é lindo????

2 comentários:

Janinha 15 Outubro, 2008 15:22  

Que legal!!! Tô no aguardo "dos próximos caítulos", hehehe.

Bjocas.

Taty 16 Outubro, 2008 18:10  

Ai, q liiiiindo. Quero saber o restante... rsrsrs.
Um beijo!!

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